Olhe para quem te olha: não tenha medo de seguir em frente

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A vida é complexa: uma hora estamos aqui e outra hora não estamos mais. Somos preparados 9 meses para chegar ao mundo, mas em poucos segundos, somos tirados dele sem nenhum aviso prévio, somente temos a certeza de que um dia iremos partir. Será que daríamos mais valor a vida se soubéssemos exatamente o dia de nossa morte?

Sempre que recebo a notícia de que alguém conhecido faleceu, fico pensando em como é breve nossa vida nesse mundo. Mesmo que vivamos 100 anos, ainda vai parecer pouco pelo simples fato da incerteza de que se tudo realmente acaba aqui ou se continuaremos a jornada em outro plano. É imprevisível e misterioso.

Mas durante nosso período na Terra, tentamos aproveitar tudo que nos é oferecido: amor, amizade, companheirismo e todas as maravilhas que Deus criou e que nos deixa de boca aberta por toda a sua perfeição.

Viver sem cultivar bons sentimentos dentro de si mesmo e em outras pessoas é um desperdício da vida. Não é só uma frase clichê, mas temos que aproveitar cada momento ao lado de quem é importante para nós.

Ainda que saibamos que iremos morrer, vivenciar a perda de alguém que amamos é um momento terrível que não podemos explicar. A dor e o luto são sentimentos que cada pessoa sente e passa por eles de uma forma única. Seguir em frente parece um desafio de nadar de um continente para o outro: impossível!

A vida é feita de pessoas que entram e saem da nossa vida. Às vezes, quando a gente menos espera, alguém que vai mudar a perspectiva de sua vida acaba de dizer “oi” e que será o seu grande amor.

Esse grande amor é aquela pessoa que a gente nunca quer que saia da nossa vida. E mesmo que um dia ela parta, sempre terá um lugar especial em nosso coração. E para quem viveu o luto, o próximo passo também é difícil: se relacionar com outras pessoas.

Como abrir espaço para outro ser humano entrar depois de viver um amor que tirava suspiros e trazia aquele frio na barriga como se ainda fosse o primeiro encontro? Viver num mundo onde essa pessoa não está mais já é muito difícil e viver com outra pessoa parece errado.

É um sentimento estranho, como se o novo amor fosse pegar o lugar de quem partiu. Uma mistura de medo, apego ao passado e julgamentos internos. Aquele ditado antigo de que só fica viúvo quem morre, não ajuda muito na hora de tentar seguir em frente.

Sabemos que uma pessoa especial não pode ser substituída. É igual pai, mãe e irmãos: eles sempre terão seu lugar reservado. Mas até isso se equilibrar internamente, lá se vão os momentos de briga interna.

Dar tempo ao tempo é a melhor solução. Só você poderá definir quando estiver pronto para olhar para quem te olha, sem pressa e sem dúvidas. Aposto que o grande amor que partiu gostaria que você continuasse sendo feliz, mesmo sendo com outra pessoa.

Amar é uma dadiva da vida. É o maior e melhor sentimento que existe. Não podemos viver como se já tivéssemos morrido. A vida é única, pessoas são únicas, mas o amor tem várias versões. Basta você vê isso com seus próprios olhos.

Se relacionar com outra pessoa após a morte de um amor não é errado. Amar novamente pode trazer sua luz de volta e seu brilho nos olhos, mesmo que ele seja diferente. Aquele grande amor nunca será substituído e nem esquecido. Mas a vida continua e você pode escolher o caminho pelo qual seguirá em frente. Aproveite!

LEIA TAMBÉM: Como superar a morte de um grande amor

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